sexta-feira, 22 de maio de 2020

Análise Streets of Rage 4: Cara nova, mas com carisma de sempre


Streets of Rage foi uma franquia que marcou a infância de vários jogadores no Mega Drive. Foram três capítulos de grande sucesso, mas a evolução da indústria com os jogos 3D fez com que um possível novo game da franquia fosse algo improvável. Mas 26 anos depois, graças ao pessoal da Lizardcube, DontEmu e Guard Crush, esse sonho se tornou realidade. Streets of Rage 4 chega como espécie de carta de amor ao legado da franquia e ao clássicos Beat and Ups, preservando toda a essência dos jogos anteriores e mostrando que o gênero ainda tem muito a oferecer.

Botando ordem na rua à moda antiga 


Desde que Streets of Rage 4 foi anunciado, confesso que fiquei entusiasmado e ao mesmo tempo receoso. A minha dúvida era: Será que eles faram um game no patamar dos clássicos? E pra minha alegria e de diversos outros fãs, a resposta é sim. Streets of Rage 4 é um game que honra seu nome e leva os fãs de Beat and up a loucura



De cara, Steets of Rage 4 te oferece o total de 4 personagens jogáveis, e com o Adam sendo desbloqueado no decorrer da história. Cada personagem possui um estilo de luta único. Adam, por exemplo, ostenta um estilo de luta agressivo e agiu (que na minha humilde opinião é o mais divertido de jogar), Cherry é uma personagem focada na velocidade no maior estilo Skate e possui a melhor mobilidade, Floyd é o clássico brutamontes, Blaze é uma personagem habilidosa e com um bom alcance, e Axel é o personagem balanceado, não é melhor em nada, porém também não é o pior, o personagem ideal para os novos jogadores. No modo história, existe a possibilidade de trocar de personagem no início de cada fase, te dando liberdade de testar cada um deles com mais tranquilidade. Você ainda pode desbloquear os personagens das versões clássicas da franquia, aumentando ainda mais a variedade na gameplay e dando aquela pitada na medida certa de nostalgia.

Chutando bundas com estilo 

A pancadaria aqui rola de maneira mais agressiva graças a quantidade de recursos adcionados. Além dos golpes padrões, você ainda tem um golpe carregado, a possibilidade de atirar objetos e pega-los no ar, especiais defensivos, ofensivos, aéreos e até um golpe mega poderoso que consome uma estrela. Os golpes especiais aqui sofreram uma reformulação bem vinda, agora, ao utiliza-lo, você recebe dano de uma barra verde. Essa barra se regenera ao bater em inimigos e em objetos, mas, se você for golpeado, além do dano padrão, o dano da barra verde será permanente. O combate fica mais enérgico com a mecânica de juggle (bater no inimigo no ar) e uma “quicadinha” na parede que aumenta ainda mais a liberdade de criar combos destruidores.

Os controles em Streets of Rage 4 ganharam uma atualização, deixando as funções melhor distribuídas. Temos botões de pular, bater, golpe especial e pegar itens.  Agora não acontecerão situações como tentar bater em alguém e acabar pegando um item, e consequentemente apanhar depois. Se você é do tipo que prefere a configuração antiga, é só selecioná-la nas configurações de controles.



Além dos personagens clássicos desbloqueáveis, temos também locais secretos nas fases que são trechos dos jogos anteriores. Para acessá-los, é só atingir uma máquina de fliperama da fase com uma arma de choque. 

Depois de terminar o modo história, serão desbloqueados o modo Arcade, Boss Rush e de seleção de fases. Eles até ajudam a prolongar o tempo de jogo, mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi o clássico modo Batalha. Graças a jogabilidade mais agressiva, o modo Batalha ganha um charme a mais, porém ele acaba sendo prejudicado pela baixa estabilidade do online. Alias, o online é o grande problema de Streets of Rage 4. Foram diversas tentativas, mas com pouco sucesso. A maioria das partidas, em todos os modos, estava completamente injogaveis.




Musicas impecáveis que oram o legado da franquia 


Como fã de Streets of Rage, tenho que dizer que a trilha sonora é de arrepiar, principalmente a música “They’re Back” composta pela lenda Yuzo Koshiro. No Timaço responsável pelas músicas, além do mestre Koshiro, temos nomes como o de Motohiro Kawashima, que também é outro veterano de Streets of Rage e Yoko Shimomura de Street Fighter 2.

Toda parte visual de Streets of Rage 4 foi feita pelo artista Bem Fiquet, que fez um trabalho incrível. Os traços no estilo HQ caíram muito bem ao game, e a riqueza de detalhes faz com que a experiência visual seja ainda mais agradável. Os cenários são cheios de vida e bem variados. Você tem ruas com paredes pinchadas, delegacia, galeria de arte e vários outros. Todos eles são super caprichados e um deleite para os olhos.


Veredito

Streets of Rage 4 é uma grande carta de amor para os fãs da franquia e do gênero. Esse é o tipo de game perfeito para jogar com os amigos, mas de maneira local, já que o online está péssimo. Ele é uma grande pedida para os que estavam com saudades de sair pelas ruas novamente botando ordem no pedaço.

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